O personagem é absolutamente indiferente aos acontecimentos sucedidos e até ingênuo em determinados momentos. No julgamento, por exemplo, ele parece ter dificuldade em entender a "malícia" do promotor ao relacionar a sua ausência de sentimentos no enterro da mãe, com o assassinato que viria a cometer (o que me levantou uma suspeita de autismo). O protagonista parece, de fato, um estrangeiro naquele ambiente do tribunal, já que não se importa muito com os falsos moralismos e está muito mais interessado no seu estado físico e no que chega aos seus sentidos. Perante a morte, acho que ele entende realmente a irrelevância de tudo aquilo e abraça o absurdo kkkk.