Ao homem consciente resta apenas a inércia; ele não é capaz de resguardar suas ações em justificativas inquestionáveis, pois sempre questiona.
Aquele que reside no subsolo, fantasia demais e realiza de menos. Oscila entre o desprezo por si mesmo e pelos outros, odeia o mundo ao mesmo tempo em que anseia desesperadamente por reconhecimento. Ele exagera suas falhas, cultiva uma autoimagem cruel e projeta nos demais o julgamento que dirige a si próprio. Justifica-se antes mesmo de ser acusado, travando diálogos antecipados com inimigos inexistentes.
Sua vida lhe parece fracassada, não por falta de inteligência, mas por uma espécie de decomposição moral alimentada pelo ressentimento.