Esther sente-se deslocada e infeliz em todos os ambientes. Pudera, já que a sociedade tende a ser hostil com as mulheres e a pressão exercida pelos papéis de gênero é desgastante — sexualidade, casamento, filhos, carreira, aparência... Além de tudo, ela precisa lidar com os olhares piedosos daqueles à sua volta, por ser uma estudante modelo que teve seu futuro brilhante tragicamente interrompido pela doença mental.
A depressão é tratada, mas o medo de que a redoma de vidro caia sobre você novamente e distorça sua visão de mundo nunca passa; o receio é que, na próxima vez, não se consiga sair de lá com vida.